Observatório Vera C. Rubin inicia operações do LSST e dará origem ao maior levantamento astronômico da história
Após mais de duas décadas de planejamento, desenvolvimento tecnológico e colaboração entre milhares de cientistas e engenheiros de diferentes países, o Observatório Vera C. Rubin iniciou oficialmente o Legacy Survey of Space and Time (LSST), um dos maiores projetos científicos já realizados na astronomia.
Ver no InstagramApós mais de duas décadas de planejamento, desenvolvimento tecnológico e colaboração entre milhares de cientistas e engenheiros de diferentes países, o Observatório Vera C. Rubin iniciou oficialmente o Legacy Survey of Space and Time (LSST), um dos maiores projetos científicos já realizados na astronomia.
Instalado no Cerro Pachón, no Chile, a 2.682 metros de altitude, o observatório reúne algumas das tecnologias mais avançadas já desenvolvidas para observação astronômica. O local foi escolhido pelas excelentes condições de observação, com céu escuro, atmosfera seca e baixa turbulência, características que o tornam um dos melhores pontos do planeta para pesquisas e observações do Universo.
Durante os próximos dez anos, o LSST realizará um mapeamento contínuo do céu do hemisfério sul. A cada noite de observação, a maior câmera digital já construída para a astronomia registrará milhares de imagens de alta resolução, permitindo revisitar continuamente as mesmas regiões do céu e acompanhar como estrelas, galáxias, asteroides e outros objetos celestes se transformam ao longo do tempo.

A maior câmera digital já construída para a astronomia
O Observatório Vera C. Rubin abriga um telescópio com espelho primário de 8,4 metros de diâmetro e um sistema óptico de campo amplo equipado com uma câmera digital de aproximadamente três toneladas.
Com 3,2 bilhões de pixels e uma lente frontal de cerca de 1,57 metro de diâmetro, a câmera produzirá imagens extremamente detalhadas do céu austral. Durante as noites de observação, novas imagens serão obtidas aproximadamente a cada 40 segundos, permitindo construir, ao longo da missão, um registro contínuo da evolução do Universo.
Ao final dos dez anos de operação, o projeto terá produzido um dos maiores conjuntos de dados científicos já obtidos pela astronomia.
Um novo retrato dinâmico do Universo
Diferentemente de levantamentos astronômicos tradicionais, que registram imagens isoladas, o LSST acompanhará repetidamente as mesmas regiões do céu durante uma década.
Esse monitoramento contínuo permitirá observar fenômenos que variam ao longo do tempo, como explosões de supernovas, estrelas variáveis, asteroides, cometas, objetos interestelares e outros eventos transitórios.
O projeto também contribuirá para estudos sobre a estrutura da Via Láctea, o inventário de pequenos corpos do Sistema Solar, a formação e evolução das galáxias e investigações relacionadas à matéria escura e à energia escura.
Já durante a fase de comissionamento do observatório, utilizada para testes e calibração dos sistemas, já foram identificados milhares de novos asteroides e diversos outros objetos do Sistema Solar.
Ciência de dados em escala sem precedentes
O início das operações do LSST representa também um desafio inédito para a ciência de dados.
A cada noite, o observatório produzirá cerca de 20 terabytes de dados científicos, registrando bilhões de fontes astronômicas e identificando milhões de fenômenos variáveis.
Poucos minutos após cada observação, sistemas automatizados deverão emitir milhões de alertas para a comunidade científica internacional, permitindo que observatórios em diferentes países acompanhem rapidamente eventos de interesse científico.
Ao longo da missão, serão acumulados petabytes de dados, formando um catálogo com bilhões de objetos celestes e trilhões de medições. Esses dados serão disponibilizados periodicamente para a comunidade científica, ampliando as possibilidades de pesquisa em diversas áreas da astronomia.
An International Scientific Collaboration
The LSST brings together researchers, universities, and research institutions from around the world in a broad international scientific collaboration. Researchers from the Artificial Intelligence for Physics Laboratory (Lab-IA/CBPF) are part of the LSST scientific collaboration through the Brazilian Participation Group (BPG), with support from the Interinstitutional Laboratory for e-Astronomy (LineA), developing artificial intelligence methodologies for the analysis of large-scale astronomical surveys.
Beyond the construction and operation of the observatory, the project involves experts in astronomy, physics, data science, high-performance computing, and artificial intelligence working together to develop tools capable of processing and analyzing one of the largest scientific datasets ever produced.
With the official start of operations at the Vera C. Rubin Observatory, the scientific community now has access to a new stream of observations that will advance research on the evolution of the Universe, galaxy formation, Solar System objects, and a wide range of other astrophysical phenomena over the coming decade.
Learn more about the Vera C. Rubin Observatory and the Brazilian Participation Group.